Sobre dormir no próprio quarto, cama compartilhada e os (quase) 4 meses de Gabriel

cópia de IMG_0416

Minha intenção inicial ao fazer este post era fazer um relato da maternidade mês a mês, mas quem é mãe sabe das dificuldades de se organizar nestes primeiros meses, mas acabei juntando assunto do segundo ao quarto mês, pra contar como sobrevivemos até aqui…

Quando busquei informações para conseguir ter o meu parto normal, uma das coisas mais importantes foram os grupos de apoio ao parto humanizado e, naturalmente, vi-me imersa nos princípios da criação com apego e fiquei super fã do Dr Carlos Gonzalez. Natural, afinal um dos princípios da criação com apego é a preparação para a chegada do bebê, o que, obviamente, envolve um parto o mais natural e respeitoso possível. Comecei a devorar textos sobre criação com apego e me deliciei no Bésame Mucho.

É importante dizer que uma das coisas que víamos com maus olhos era a cama compartilhada. Ainda assim, providenciei um bercinho tipo moisés, que ficava da altura certinha da nossa cama, ou seja, uma forma que eu pensava ser mais segura e menos radical deixar o bebê próximo e atende-lo no menor tempo possível. Ao ler sobre a teoria da exterogestação, compreendi que a necessidade do bebê de contato humano, sobretudo com a mãe, é uma necessidade real, muito importante para o seu desenvolvimento. Assim, estávamos decididos a dar todo o colo que Gabriel necessitasse, cientes de que isto era o melhor pra ele, indo de encontro a muitas pessoas que vinham nos dar o famoso pitaco “não dá colo, vai viciar”. Hoje, posso dizer que ter dado todo o colo que Gabriel precisou não só não o viciou como o tem tornado cada vez mais independente e calmo.

Gabriel nunca foi uma criança daquelas resignadas, que ficam bem no berço desde o primeiro dia de vida. Não, ele sempre precisou de muito colo e muito peito. Tanto colo e tanto peito que, no quarto dia em casa, eu tinha crises de choro, que aliavam cansaço ao medo do tal “vício em colo” e ao fato de Gabriel não dar um minuto de descanso. Ajuda neste momento foi fundamental. As avós materna e paterna revezaram-se aqui no primeiro mês e a presença delas foi essencial não só pra cuidar das coisas da casa, mas pra dar o colo que Gabriel precisava quando eu já não aguentava mais.

Bom, numa dessas minhas crises, minha irmã sugeriu que eu amamentasse deitada. Decidi então tentar fazer a cama compartilhada, com Gabriel dormindo na nossa cama mesmo, entre nós. Ah, por que não tentei isso antes? À noite, vivíamos acordados revezando entre amamentar, colocar pra arrotar, trocar, ninar, colocar no bercinho e imediatamente ver o bebê acordar e começar tudo de novo. De repente, com a cama compartilhada, não era preciso acender a luz, não era preciso levantar pra amamentar, nem colocar pra arrotar (desencanei, bebês amamentados nem sempre precisam arrotar, mas esta é uma outra discussão), muito menos pra colocar no bercinho. As trocas continuaram em média uma vez por noite, pois Gabriel nunca chiou com fralda suja e nem sempre víamos o cocô, já que Marido sequer acordava e eu dormia durante a mamada.

Que noites! Comecei a descansar novamente, a amamentação se estabeleceu lindamente, Gabriel passou a dormir bem e, sem chorar, pedia pra mamar mais ou menos a cada 2h30, depois 3h, 4h, 5h, por fim, chegava, em algumas noites, a dormir 6h seguidas! Eu já sofria ao lembrar que, aos três meses, havíamos combinado de colocar Gabriel no quartinho dele…

E o terceiro mês foi embora, deixando de brinde uma das piores crises de pico de crescimento e salto de desenvolvimento (juntos) que Gabriel já teve. Choro o tempo todo, peito o tempo todo, noites com mamadas a cada 1 ou 2h. Decidimos deixar passar esta fase. Ainda bem que durou somente 4 dias e aproveitamos o carnaval pra fazer a transição.

Vale lembrar que, por já saber que haveria esta transição, Gabriel já dormia entre nós, porém num travesseiro antirrefluxo, num ninho feito de toalhas. Também só me senti segura porque Gabriel já dormia sozinho muitas vezes: largava o peito, conversava qualquer coisa com o teto e dormia. Para iniciar os trabalhos, coloquei um colchão de solteiro ao lado do colchão dele (ele tem um quarto montessoriano), deitei do seu lado e fizemos a mesma rotina que vinha sendo feita nos últimos dias: massagem, banho de ofurô, peito e dormir. Uma das piores noites de toda a maternidade. Se dormi meia hora direto, foi muito. Nem eu nem ele dormimos direito, ele estranhou o quarto, estranhou o móbile, estranhou tudo.

Às 5h, chamei Marido pra trocar comigo e fui pra minha cama tentar dormir, mas tudo o que eu conseguia fazer era chorar. Arrependi-me amargamente por ter feito cama compartilhada, por não ter acostumado ele antes, me senti fraca por não ter aguentado o tranco no início, por ter buscado a forma mais fácil, mas “menos correta”, enfim. Ser mãe é se sentir culpada e ficar encucada com tudo o tempo todo. Isso eu já descobri.

Desabafei no whatsapp com uma amiga com quem divido esta fase com tanta cumplicidade que às vezes rio sozinha só de tê-la conhecido. Ane tem uma filhinha 1 semana mais nova que Gabriel e nos falamos o tempo todo, dividindo experiências, medos e dúvidas, enriquecendo-nos mutuamente de informação e amor. Seu apoio foi essencial pra que eu conseguisse relaxar neste primeiro dia. Fomos à praia pra relaxar a mente, almoçamos fora uma comidinha bem gostosa e dormimos à tarde, nos preparando pra mais uma longa noite.

Na segunda noite, Gabriel dormiu um pouco melhor. Demorava muito ainda pra dormir, mas já conseguia fazer 2h de sono e eu dormia umas horinhas de vez em quando. No mesmo horário da noite anterior, chamei Marido, ele ficou ninando Gabriel, mas desta vez consegui dormir e descansar um pouco. Na terceira noite, Gabriel já dormia mais rápido! Continuava acordando a cada 2 ou 3h, mas pelo menos adormecia muito mais fácil. Tirei o colchão de solteiro do quarto e decidi que na próxima noite dormiria na minha cama.

Na primeira noite que me dispus a dormir na minha cama, novamente quase não dormi. Gabriel solicitou bastante, mas também fiquei vidrada olhando o visor da babá eletrônica por muito tempo, com medo de não acordar caso ele chorasse. Nos primeiros 3 dias, Gabriel acordou a cada 1 ou 2h e demorou a dormir, foi muito, muito cansativo, pois quando eu conseguia adormecer, ele já chorava me chamando. Da quarta noite em diante, ele começou a regularizar o sono, voltou a dormir de 3 a 4h, mamando por 10 a 15 minutos nos intervalos e dormindo mais rápido, mas me incomodava o fato de ele acordar chorando, pois quando na nossa cama ele não precisava chorar pra nos chamar, e de não acordar com a animação habitual, passando o dia todo cansadinho e sonolento.

O fato de o quarto de Gabriel ser montesoriano ajudou muito nesta transição e ainda vai ajudar muito enquanto ele mamar no peito, pois continuei amamentando deitada e às vezes ainda caio no sono, mas na mamada seguinte já consigo ir pra minha cama. Sinto falta da cama compartilhada, ainda pretendo praticar esporadicamente, depois que ele estiver mais adaptado ao quartinho dele.

Apesar de ainda acreditar que a cama compartilhada seja tudo de bom, aprendi também que ela deve ser boa pra toda a família, não vale quando não está todo mundo 100% com vontade de fazer. Também li algo que me incentivou muito:

As necessidades dos filhos devem ser uma prioridade, e quanto mais jovem o bebê, mais intensas e urgentes são suas necessidades. Mesmo assim, ele é uma parte daquilo que envolve a família como um todo, incluindo as necessidades dos pais (como indivíduos e como casal) e dos irmãos

Por Thiago Queiroz. Leia mais em:  http://paizinhovirgula.com/criacao-com-apego-aquele-resumo-que-voce-sempre-quis/

Então, como casal, não estávamos 100% satisfeitos em praticar a cama compartilhada e é justo que Gabriel tenha pais afinados e confortáveis com o estilo de criação adotado, para demonstrar a segurança necessária para a prática do apego seguro. Hoje, penso que a cama compartilhada é uma ferramenta, e não pressuposto de uma criação com apego, mas acho que a prática ajuda, e muito, no estabelecimento da amamentação. Embora tenha passado pela minha cabeça o arrependimento, hoje penso que foi a melhor decisão que tomei pra tornar o puerpério um pouco mais leve e tranquilo.

Quanto às noites de sono, a partir da quinta noite, ele voltou a nos chamar com mais calma, somente “conversando”, balbuciando qualquer coisa, voltou a acordar somente de 2 a 3 vezes por noite, mamando rápido e dormindo sem dificuldade. De manhã, acorda passa uns bons minutos conversando com o móbile antes de nos chamar e voltou a me receber com um lindo sorriso matinal. Estou bem feliz!

IMG_0826

Boas próximas noites!

mari2

Anúncios

Diario de viagem: New York, New York – parte 2

Central Park

Impossível ir a NYC e deixar de visitar o Central Park. Se quiser conhecer bem o parque, pode preparar as pernas e a energia, porque é muito grande! Com neve, o passeio é lindo! Como não fui num dia MUITO frio, foi bastante agradável. Parada obrigatória no Strawberry Fields para assistir aos artistas locais e fazer um lanche. Comprei um sanduíche de pastrami na famosa Carnegie Delicatessen & Restaurant e parti para delicia-lo (#sqn) no Central Park. Odiei o sanduiche, mas adorei sentar nos banquinhos e me sentir um pouco nova iorquina (será?).

Sanduiche (eca!) de pastrami

Sanduiche (eca!) de pastrami

Vista no Top of the Rock

Vista no Top of the Rock

The Rockfeller Center

Havia duas opções famosas para ter uma vista aérea da cidade: o Empire State e o Rockefeller Center. Como a vista que inclui o próprio Empire State me pareceu bem melhor, escolhi subir no Top of the Rock e valeu muito a pena. Apesar de bem cheio, o observatório tem 3 andares. Se for só pela vista, imagino ser mais tranquilo, mas como quis ir pra pegar o por do sol, acabei pegando o lugar muito cheio. No prédio também há uma pista de patinação no gelo durante o inverno, mas, baiana que sou, não tive muita energia pra patinar no frio (além de ser carinho pra meu estilo de viagem). O frio lá em cima, aliás, é bem forte, é bom ir preparado.

MET

Metropolitan Museum os Art – MET

Museus de NYC

Eu adoro e visitei alguns museus em NYC. Na verdade, uma das partes mais legais da viagem foi esta e eu me dei o privilégio de apreciar as obras sem ficar na noia de tirar fotos de tudo, porque, afinal, qual a necessidade, não é mesmo?

Metropolitan Museum os Art (MET) – fica ao lado do Central Park, possui uma enorme coleção de obras e relíquias. Confesso que acabei correndo um pouco, pois o museu é ENORME! Como é o mais famoso (acho), acaba sendo bem cheio. A visita é obrigatória pra quem vai visitar NYC. O bom é que o valor da entrada é o visitante que escolhe (o valor recomendado é US$25.00), então não tem desculpa pra deixar de visitar. Claro que é importante dar um valor digno, mas grana curta deixa de ser desculpa;

The Cloisters Museum and Gardens – nunca tinha ouvido falar deste museu, mas ao comprar o ingresso do MET ganhei o ingresso de lá e pensei, por que não? Este museu é longe, fica no Bronx, o que foi até legal para que eu conhecesse outras vizinhanças… Chegando lá, de cara tem um jardim lindíssimo, o Fort Tryon Park, com uma vista linda também da George Washington Bridge. O museu mesmo é um castelo medieval com uma coleção de objetos e obras de arte deste período;

Museum of Modern Art (MoMA) – este foi o museu que mais gostei, ainda mais que fui no dia grátis! Ele não grande como o MET, mas tem coleções lindas de arte moderna, fotografias, projetos arquitetônicos e, na minha opinião a melhor parte, obras de Van Gogh (sim, amo Van Gogh). Vale MUITO a visita. Se for visitar somente um museu, recomendo este!

Solomon R. Guggenheim Museum – bem pertinho do Central Park o próprio prédio deste museu é uma obra de arte. Arquitetura bem moderna, com formas diferentes… A visita flui pelas galerias de forma natural, o prédio te conduz pelas obras naturalmente, seguindo uma sequencia lógica pelos espaços e pelas obras. Ao final, foi a lojinha com lembranças mais interessantes. não podia fotografar no interior, então foi até bom… O ingresso inclui um guia de áudio.

Brooklyn Winery

Brooklyn Winery

Onde comer

Como viajei há quase 1 ano, fica difícil de fazer esta parte, mas alguns lugares que fui foram muito bons:

Rooftop Garden Bar – a noite estava muito fria, mas o terraço deste bar tem banquinhos, roupões e luzes quentinhas para aquecer os visitantes. Vale muito!

Korean BBQ – restaurante coreano, minha amiga chinesa que me apresentou, a comida é muito gostosa, mas se não gosta de pimenta, cuide pra pedir os pratos sem pimenta, pois os apimentados são bem fortes! Neste restaurante faz-se churrasco na mesa, é bem legal.

Brooklyn Winery – a casa é de vinhos, mas os petiscos são deliciosos. Recomendo uma tábua de queijos que era dos deuses (a da foto).

New York Cheesecake

New York Cheesecake

Algum diner – fui no Kellogg`s Diner e recomendo, se puder, ir num domingo, para poder desfrutar do brunch, que inclui um drink, uma entrada e um prato principal de café da manhã bem reforçado (minha escolha foi frutas+mimosa+ovos beneditinos – adorooo). De sobremesa, tinha que comer o famoso, e delicioso, cheesecake de Nova Iorque!

Carnegie Delicatessen & Restaurant – apesar de eu não ter curtido muito o carro chefe da casa, o sanduíche de pastrami, acho válido experimentar…

Uma última dica:

Se estiver indo a NYC, visite o nycgo.com, um site mantido pela prefeitura de NYC, que, além de informações sobre a cidade, dá várias dicas de turismo, promoções, broadway week e restaurant week. Era lá que via quais os dias grátis dos museus!

Grande beijo!

mari2

Diário de viagem: New York, New York…

Não sei vocês, mas eu sempre morria de vontade de conhecer New York e, finalmente, deu certo pra mim! Consegui comprar minha passagem baratinha na Black Friday do ano passado e, como tinha hospedagem garantida na casa de minha amiga, tomei coragem e fui. Sozinha!

2015_04_nyc_08

Skyline de Manhattan visto da ilha da Estátua da Liberdade

Pra começar, devo dizer que a cidade é muito grande, tem muita coisa pra fazer e os 9 dias que passei por lá não deram nem pro começo… Antes de ir, planeje bastante seu roteiro, porque tem coisas pra todos os gostos e, como anda-se bastante, é uma viagem bastante cansativa. Fui no início de março, portanto, final do inverno, mas dei sorte de pegar temperaturas até agradáveis (entre 9º e 14ºC), mas o ideal mesmo é fazer esta viagem na primavera ou no verão, a menos que queira também ver neve.

Sinto que foi muito bom ter demorado tanto pra terminar este post. Hoje, relembrando tudo o que vivi, na viagem e depois dela, eu cheguei à conclusão de que talvez esta tenha sido a viagem que mais gostei de fazer até hoje. A sensação de passear pelas ruas de um lugar desconhecido, observando as pessoas e os costumes e, mais que isso, estando completamente só, foi uma experiência incrível.

2015_04_nyc_01

Brooklyn Bridge Park

Brooklyn Bridge Park

Este parque é famoso pelo carrossel lindo que aparece em todos os filmes! Eu não andei no carrossel, que estava coberto por conta do frio, no inverno sempre fica assim, funciona num espaço fechado. Recomendo chegar no por do sol, para ver uma paisagem inebriante e tirar fotos lindas!

2015_04_nyc_03

Brooklyn Bridge Park

2015_04_nyc_02

Brooklyn Bridge Park

Ah, o sorvete de café na Ice Cream Factory do Brooklyn Bridge Park é imperdível.

2015_04_nyc_04

High Line Park

High Line Park

O High Line Park é um parque linear elevado, próximo ao Chelsea Market. A vista de cima é linda. Em outras estações imagino que seja muito gostoso passar um tempo sentado nos banquinhos que tem por lá, na neve, o interessante é imaginar que um “viaduto” possa ser construído para as pessoas passarem um tempo se divertindo e não para os carros.

Chelsea Market

Eu adoro mercados. Sempre tento ir nos mercados das cidades. No Chelsea, além de comidas deliciosas, há lojinhas de ingredientes diferentes e inusitados, além de lojas de roupas e acessórios. O ambiente é fechado, com uma arquitetura que é a cara de NYC. Tem que ter um tempinho pra ver tudo e muito auto controle pra não sair de lá carregado de sacolas (de comida, principalmente).

Union Square

Union Square

Union Square

É um lugar lindo pra tirar fotos. Quando não há neve, a praça fica cheia de artistas e pessoas passeando. Pela estação da Union Square passam diversas linhas de metrô, então é um local bem movimentado. Há muitas lojas e alguns bares no entorno.

Conie Island

Conie Island

Conie Island

Praia na neve, quem vai? Apesar da viagenzinha um pouco longa de metrô, queria conhecer. O parque, infelizmente, estava fechado, mas é um lugar lindo, com um deque enorme e gostoso de caminhar.

Connie Island

Connie Island

Estátua da Liberdade e Ellis Island

Estátua da Liberdade

Estátua da Liberdade e Ellis Island

O passeio para a Estátua da Liberdade é feito de ferry. Trata-se de uma linda circular, que faz três paradas, a primeira na ilha da estátua, a segunda na Ellis Island e a terceira em Manhattan. Pode ser comprado incluindo também a subida até o pedestal da estátua ou até a coroa. Para a subida até a coroa, a compra deve ser feita com alguns meses de antecedência, pois poucas pessoas podem subir diariamente. Dentro da estátua, há um museu muito rico, que conta toda sua história. O parque no entorno também é enorme, num dia mais quente imagino que seja muito bom pra passear, com crianças, inclusive.

Ellis Island

Ellis Island

Em Ellis Island, pode-se visitar o Museu da Imigração, no local onde os imigrantes eram recebidos e inspecionados antes de poderem entrar nos Estados Unidos. Muitas das salas e materiais expostos estão extremamente bem conservados, com alguns cômodos que nos levam de volta ao passado. Como no museu da Estátua da Liberdade, há um aparelho de áudio que explica cada coisinha exposta.

9/11 Memorial

9/11 Memorial

9/11 Memorial e 9/11 Museum

No local onde estava o World Trade Center, há dois memoriais como este (uma piscina com cascata nas laterais e com o nome de todos os mortos no atentado em volta). Vale a pena passar pra conferir (fui andando do local onde saem os ferrys para a Estatua da Liberdade) e, se interessar, entrar no museu. Eu não entrei no museu, pois não era uma das minhas prioridades nesta viagem.

Wall Street Bull

Charging Bull

Charging Bull

O famoso touro de Wall Street. Fica pertinho do 9/11 Memorial. Reza a lenda que tocar nos seus colhões faz a gente ficar rico. Tô esperando ainda. rss

Times Square

Times Square

Times Square e Broadway

Visitar a Times Square é programa básico de turista. Imagino que marido ficaria lá por quase um dia só observando os painéis (eu que nem sou da área fiquei caçando os painéis defeituosos, rs). É um lugar pra dar uma olhada, quem sabe comprar um ingresso para algum show… Como fui numa viagem econômica, acabei assistindo somente ao Rei Leão (vale a pena, chorei até), mas acho válido assistir a vários musicais, a produção é impressionante.

Acho que o post tá ficando grande, o WordPress não tá deixando colocar mais nenhuma foto! rss Vou aproveitar e ninar Biel um pouco, depois continuo este diário!

Grande beijo!

mari2

Um mês sendo mãe. O que descobri


– Não senti uma conexão imediata com meu filho, pelo menos não do jeito que eu imaginava. Tenho um instinto forte de proteger, cuidar, alimentar, mas acho que a relação mãe-filho, como qualquer outra, é uma construção, ainda estamos alicerçando essa relação, de maneira bem intensa, diga-se de passagem;

– É mais fácil do que parece. Sou dessas que tem medo de chegar perto de recém nascido, mas com Gabriel é diferente, parece que instintivamente (também), sei como pegar, como trocar, como dar banho, tenho uma vontade incontrolável de ficar limpando ele (lembrei da minha cachorrinha lambendo os filhotes), perdi o nojo de MUITAS coisas! O mais legal é que com o pai ocorreu o mesmo, fico impressionada a cada dia com a naturalidade com que estamos lidando com ele, mesmo com várias pessoas praticamente dizendo “não pega assim que quebra”, rss;

– É mais difícil do que parece. Tem horas que penso que estou fazendo tudo errado, de tanto que ouço palpite e comparações. Como fazem os bebês dormirem no berço e a noite toda? Ou como conseguem levantar pra amamentar a noite toda? Como passam pelos dias em que eles estão carentes sem dar colo o tempo todo? Como não os “viciam” em colo e carinho? * Pra mim eles já nascem com uma necessidade de colo e carinho, não entendo como um bebê que estava todo aconchegado dentro da barriga pode ficar viciado em colo só depois que nasce (e recebe colo);

– A puérpera chora. Muito mais que a gestante. Ô, muuuito mais;

– Demora um tempo pra a gente organizar a casa (e a mente). Organizar-se pra ter ajuda, pelo menos nos primeiros dias é essencial. Com ajuda, é possível até fazer coisas alheias à maternidade (provas, por exemplo);

– Escolhi o melhor pai pro meu filho. Ter não a ajuda, mas a participação de Marido torna todo este processo muito mais leve;

– Amamentar é uma delícia. Sim, é bem difícil no início, os mamilos doem, às vezes machucam… Neste ponto, acho que valeram todas os vídeos que vi, todos textos que li, todas as conversas que tive e todos os cursos que fiz durante a gestação. Sabendo o que pode ocorrer e o que pode ser feito, a gente lida melhor com as dificuldades;

– Na minha opinião, quatro coisas são essenciais pra conseguir amamentar, três dicas que recebi e tenho que repassar e uma final minha mesmo:

  1. Aprendam a pega correta e corrijam SEMPRE a boquinha do bebê se estiver errada. Só a pega incorreta dói. Hoje quando amamento fazendo outra coisa, já sei quando Gabriel pegou errado só de sentir;
  2. Usem pomada de lanolina no mamilo após cada mamada. E tirem o excesso com um paninho mesmo, antes de mamar, pois escorrega e prejudica a pega. Essa pomada foi essencial. Comecei a usar no primeiro dia, quando senti que meus mamilos tavam machucando, antes que rachassem, usei e eles nunca chegaram a machucar mais sério. Só usei por uns 10 dias ou menos, depois disso os mamilos já estavam calejados e não machucavam mais;
  3. Nos primeiros 10 dias, cubra os seios o mínimo possível. Leve esta a sério. Fique sem blusa e sem sutiã sempre que puder, se possível tome sol (mas eu nem tomei). Cobrir os seios machuca e não deixa as fissuras cicatrizarem, além de acabar tirando qualquer pomada que você coloca pra cicatrizar. Eu ficava nua da cintura pra cima o tempo todo, só me vestia quando tinha visita;
  4. Informe-se. Informe seu companheiro e quaisquer outras pessoas que estarão contigo no dia a dia, principalmente no início. Informe-se até ter absoluta certeza que: seu leite não é fraco, seu leite é suficiente pro seu filho, seu seio é tudo o que ele precisa sugar. Situações adversas na amamentação acontecem, mas antes de desistir ou complementar, procure ajuda especializada, vá num banco de leite, consulte o GVA no Facebook, veja vídeos na internet, leia livros, enfim. Somos de uma geração que cresceu tomando fórmula, geralmente não temos exemplos próximos de mães que amamentam, ao contrário disso, temos conselhos que nos mandam dar fórmula a cada dificuldade (ou “pra dormir melhor”);

– É preciso muita paciência e desprendimento. Tem dias tranquilos e outros em que seu bebê lhe exige 100% de dedicação. Dedique-se, ele é só uma criança que não sabe o que esperar do mundo, é você quem vai mostrar, com amor, que há razões para acreditar.

As dificuldades e os medos são muitos, mas o aprendizado também, esta é a melhor parte!

Cada fase traz muitas surpresas e desafios, vamos aos próximos!

mari2

Relato de parto: nasceu Gabriel!

a5c4bfc23d7134bd574108f5a7863a0c

Eu sempre fui convicta de que, quando engravidasse, daria à luz numa cesárea. Eu sabia que minha mãe havia perdido um bebê antes de mim no trabalho de parto e que, desde então, havia optado pela cesárea nos demais partos. Eu pensava: “eu e meu corpo somos tão parecidos com a minha mãe em tantos aspectos, eu também não vou conseguir parir normal, melhor não arriscar”… Não era da dor que eu tinha medo. Da mesma forma que era convicta que teria uma cesárea, era convicta também que o parto normal era a melhor forma de nascer.

De uns três, quatro anos pra cá, entretanto, alguma coisa aconteceu que me fez buscar uma mudança de estilo de vida. Comecei numa dieta para emagrecer e terminei com a consciência de que a gente se abandona nessa vida corrida e esquece que a vida pode ser moderna sem deixar de ser saudável ou natural. Aliado a isto, estava em pleno crescimento o movimento pela humanização do parto, o qual acompanhei de longe, sem a menor perspectiva de ter filhos por tão cedo.

Acompanhei de longe, mas a semente estava plantada. Assim que descobri a gravidez, veio o conflito das minhas antigas e novas convicções e, de tanto que ouvia falar, a primeira providência que tomei foi assistir com Marido ao filme “O Renascimento do Parto”. Chorei quase o tempo todo e naquele dia minhas antigas convicções viraram pó. Restava saber o que fazer pra conseguir o meu parto, pois, mesmo de longe, eu sabia que o caminho era difícil.

Lembrei então de uma amiga de uma amiga que havia tido um lindo parto domiciliar 6 meses antes e, providencialmente, eu tinha seu contato. Mandei umas mensagens meio sem noção, de desespero, e ela então me acolheu. Até hoje me acolhe e foi um presente que Gabriel trouxe pra minha vida. Lia então me pegou pelo braço e me encheu das informações que eu precisava pra iniciar a procura do meu parto. Aliado a isto, a terapia que eu já fazia há uns meses foi essencial pra que eu construísse a segurança que eu precisava nesta jornada.

Comecei o meu pré natal com um ginecologista obstetra (GO) que me parecia ser bastante humanizado. Desde a primeira consulta, incentivava o parto normal e era bastante acolhedor e experiente, tirava as nossas dúvidas na maior calma, não tinha muita “frescura” e isso eu adorava, pois sempre achei parte das recomendações dadas às grávidas meio exageradas. Em paralelo, me consultei com o Dr Rone Peterson, apenas para ter uma segunda opção. Minha segunda opção virou a primeira desde a primeira consulta, mas segui com os dois médicos em paralelo, até quase o fim da gestação. Enquanto o primeiro GO foi me deixando com o pé atrás ao longo do tempo, Dr Rone nos deixou seguros de que, com ele, conseguiria o meu tão sonhado parto, pois eu via nele uma dedicação especial, as consultas eram mais completas, eu nem precisava perguntar nada e ele esclarecia cada dúvida comum nas fases gestacionais, além de tirar nossas dúvidas, tudo isto com respostas baseadas em evidências científicas, que eu, claro, pesquisava “por fora”. Nos apaixonamos. Decidimos que queríamos parir assistidos por ele.

Houve, então, uma semana de hormônios a mil, em que liguei chorando pro Marido, com aquelas loucuras de grávida que acha que tudo vai dar errado. Para manter as coisas nos eixos (como ele sempre faz), Marido sentou comigo e começamos a fazer um checklist das coisas que tínhamos a fazer até o nascimento de Gabriel e uma dessas coisas era conhecer o Centro de Parto Normal da Mansão do Caminho (CPN). Confesso que, a esta altura já estava tão apaixonada pelo meu GO que a ideia de parir no CPN já era distante, mas fomos lá conhecer. Foi o que bastou para derrubar mais uma vez as minhas convicções. Saímos de lá tão encantados com a estrutura, a filosofia, o atendimento tão humano que tomamos nossa decisão, na 36ª semana de gravidez: o parto seria no CPN. Mantivemos Dr Rone como nosso plano B, pois as regras do CPN são bem rígidas, principalmente em relação ao tempo gestacional.

Decisão tomada, restava aguardar pelo parto. Eu tinha certeza que Gabriel viria depois de 40 semanas, meu pai jurava que ele viria no dia 24/10 (sem qualquer motivo, diga-se de passagem) e, no dia 24, minha mãe chegou pra ficar conosco, pra me acompanhar nesta etapa final e me ajudar no puerpério. Meu pai já ligava toda hora e lembrava que eu deveria avisar a qualquer sinal de trabalho de parto.

Vale lembrar que, diante do trauma de perder um filho, meus pais, embora desde cedo tivessem apoiado a minha decisão de parir, nunca foram simpáticos à ideia de parir em um lugar sem centro cirúrgico, pois, como ele mesmo disse, as emergências obstétricas ocorrem de uma hora pra outra e uma cesárea pode ser necessária emergencialmente. Quando conversamos sobre isto, fiquei bem balançada quanto à minha escolha, mas Marido estava muito seguro e sempre me dava a força necessária pra seguir. Se nós não estivéssemos convictos JUNTOS das nossas escolhas, com certeza minha insegurança daria um fim diferente a esta história.

Paralelo a isto, eu tive o acompanhamento da minha doula, Júlia. Escolhi Júlia porque, assim como Marido, sua visão deste processo sempre me pareceu bem prática, às vezes eu ficava até assustada com as informações que ela me trazia, que muitas vezes me pareciam um balde de água fria, mas que hoje sei que eram necessárias, pois se já sou emotiva normalmente, grávida, então, precisava ser colocada nos eixos de tempos em tempos.

Bom, minha mãe, então, havia chegado e, na segunda-feira, dia 26/10, tivemos um último encontro com Júlia, em que ela me deu informações sobre como proceder antes e durante o trabalho de parto. Como eu já estava com 39 semanas, passou também alguns exercícios que eu podia fazer para induzir naturalmente o parto, assim como chás e alimentos que eu poderia consumir para este fim, se quisesse. Eu estava com uma colicazinha fraca e só. Ela pegou na minha barriga e disse que o que eu pensava ser movimento de Gabriel eram contrações de treinamento. Vim pra casa com a recomendação de sempre ir pra cama cedo, para o caso de o trabalho de parto iniciar de madrugada, e me alimentar bem.

À noite, tomei um chá de canela com pimenta preta, fiz alguns exercícios na bola de pilates e fui dormir (tarde, às 22h, pois tinha ido a uma reunião de condomínio). Era virada de lua.

Exatamente às 23h45, acordei com uma contração. No mesmo momento, entendendo que não teria condições de acompanhar aquilo, baixei um aplicativo para medir a frequência e o tempo, se continuasse a tê-las. Achei melhor não acordar ninguém ainda, pois uma contração só não era sinônimo de trabalho de parto ativo. Continuei deitada, tentando relaxar e dormir um pouco. A voz de Júlia ecoava o tempo todo: “descanse, descanse, descanse”. Simplesmente não dava pra descansar. O máximo de descanso que consegui foi permanecer deitada, evitando, pelo menos, mais gasto de energia. As contrações vinham a cada 15 ou 13 minutos. Eram dolorosas, mas suportáveis, ainda mais porque, no intervalo entre elas, simplesmente parecia que nada estava acontecendo.

Às 2h da manhã, o intervalo entre as contrações já era de 10 minutos, então resolvi acordar marido. Disse-lhe que Gabriel estava a caminho e ele imediatamente começou a colocar as coisas no carro e organizar tudo. Com esta movimentação, minha mãe acordou e, ao saber o que estava acontecendo, também se arrumou, certa de que logo partiríamos pro hospital.

Eu estava muito calma. Tentava acalmar Marido e minha mãe, dizia que o intervalo entre as contrações estava muito grande ainda, que deveríamos esperar mais. Arrumei minha bolsinha de maquiagem pensando que quando chegasse no CPN, no intervalo entre uma contração e outra, me arrumaria pra sair bem nas fotos… Meio sem muita fé no trabalho de parto, liguei pra Júlia, que novamente me orientou a descansar. Sugeriu que eu tomasse um banho quente, para que as contrações espaçassem e eu conseguisse dormir nos intervalos, e que colocasse uma bolsa de água quente na lombar para aliviar a dor, enquanto ela iria acompanhando e vendo a hora de vir ficar comigo. Neste momento, ligamos pro meu pai, que viria ainda do interior, e queria muito me assistir no parto.

Entrei no chuveiro. Ah, a água quente é realmente milagrosa. As contrações que tive no chuveiro, marquei como fracas no aplicativo, tamanho o alívio da água. O tempo entre as contrações, entretanto, pareceu diminuir e, ao sair do banho, o intervalo não chegava a 5 minutos. Júlia então sugeriu que aproveitássemos o trânsito tranquilo da madrugada e nos encontrássemos no CPN. Já passava das 4h da manhã, demoramos a sair, pois meus movimentos, com contrações quase a cada 3 minutos, eram lentos, sempre parando para segurar a dor.

A dor, aliás, é grande, embora eu não ache que seja insuportável. De todas as contrações, se marquei 3 como “fortes”, foi muito. Como “muito fortes”, não marquei nenhuma. O mais louco é que é uma dor meio incontrolável, em que você se sente completamente inútil e incapaz de fazer qualquer coisa que possa ajudar a aliviar. Penso que é uma dor de treinamento pra a maternagem, em que tantas vezes nos pegaremos sem saber o que fazer. Durante as dores, virava bicho, não queria toque, não queria carinho, não queria música. Até a bolsa de água quente me dava raiva e ai se alguém inventasse de fazer qualquer tipo de massagem (até eu mesma). No intervalo entre as dores, parecia que nada estava acontecendo, dava realmente pra esquecer o que acontecera segundos antes.

Enquanto me preparava pra sair, me bateu um desespero, pois eu estava de mãos atadas, simplesmente não sabia como reagir àquilo, me arrependi amargamente de ter optado por passar por isto e só sabia repetir “eu não sei”, “eu não vou conseguir”.

Quando saímos, estava chovendo. Há semanas não chovia. Foi mágico, pois no Cordel que escrevi para Gabriel, associo sua chegada à chuva que cai e traz felicidade ao sertanejo.

Também no carro não encontrava posição. Sempre ouvi que a pior posição para o trabalho de parto é a deitada, mas eu só me sentia minimamente confortável deitada (de lado), inclusive no carro fui assim, com a cabeça no colo de minha mãe e abraçando um travesseiro.

Já em Pau da Lima, perto do CPN, comecei a sentir puxos durante as contrações, o desespero cresceu, pois não podia fazer aquilo ali, daquele jeito. Fiquei tensa e a bolsa estourou, sabia então que a coisa só podia piorar.

Chegando no CPN, fui à sala de admissão e a médica então fez o exame de toque, o primeiro de toda a gravidez, e disse “seu bebê já vai nascer”. Eu estava com 10cm de dilatação. Enquanto ela preenchia qualquer coisa no computador, veio uma contração e a técnica então disse que me levaria imediatamente à sala de parto.

Na cama de parto, comecei a tentar fazer força durante as contrações, mas não conseguia me concentrar, não conseguia respirar corretamente, estava com medo. Júlia chegou e, não sabendo dos meus ataques de histeria, imediatamente colocou música, como havíamos combinado, eu fiquei nervosa, mas não conseguia falar, até que Marido percebeu e falou pra ela desligar. Ela viu minha feição de medo e ficou ao meu lado, me acalmou, me confortou, me mostrou que eu podia, sim, fazer aquilo, e trouxe minha concentração de volta.

Na contração seguinte, respirei fundo e fiz uma força longa. Tão longa, que a enfermeira que me assistia pediu que eu a interrompesse, o que não foi possível (quando a gente começa a força, não quer mais parar). Nasceu a cabecinha de Gabriel. Fiquei ali olhando aquela cabecinha cabeluda penduradinha pra fora de mim. Foi incrível, estranho, assustador, tudo ao mesmo tempo, mas a principal sensação era de alívio, parecia pra mim que tudo tinha terminado ali. Alguns minutos depois, mais uma força e Gabriel saiu por inteiro, todo branquinho de verniz escorregadio e veio choroso pro meu colo, onde imediatamente se acalmou.

O cordão umbilical estava literalmente amarrado à sua perninha esquerda, mas pulsou por alguns minutos, quando foi então clampeado e cortado pelo pai (que não queria, mas foi convencido pela enfermeira).

Gabriel ficou no meu colo e mamou. Depois ficou nos admirando, reconheceu a voz do pai, ficou contemplando este novo mundo onde recém chegara. Enquanto ele mamava, recebi ocitocina, para evitar hemorragia e, em poucos minutos, mais uma força e pari a placenta.

Aos 55 minutos de vida, nos pediram autorização para fazer os procedimentos no bebê, apesar da regra do local ser esperar pelo menos 1 hora, mas haveria troca de turno. Autorizei, todos os procedimentos foram feitos no mesmo quarto, a maioria num bercinho do meu lado, não vi Gabriel chorar durante nenhum deles, nem das vacinas, e tudo o que estava sendo feito era antes informado pra mim, mesmo os procedimentos protocolares dos quais não caberia proibição de minha parte.

Com 39 semanas e 2 dias, Gabriel nasceu, às 6:17, do dia 27/10/2015, na presença de seu pai e sua avó, medindo 46,5cm, pesando 3,145kg. Recebeu colírio de nitrato de prata, injeção de vitamina k, e vacinas BCG e Hepatite B.

Eu sofri laceração de 1º grau e levei alguns pontos. A recuperação está sendo tranquila, sinto somente um incômodo dos pontos, quando vou ao banheiro, mas já consigo fazer qualquer atividade normalmente desde que cheguei em casa, no dia seguinte.

O parto foi assistido pela enfermeira obstetra Cristiane Oliveira Santos, pela minha doula Júlia Falcão Torres e pela técnica de enfermagem Rosa. Infelizmente, nossa querida fotógrafa, Lia, não conseguiu chegar a tempo de registrar o nascimento, mas chegou a tempo de dar o abraço e as palavras carinhosas, como em toda a gestação.

Agradecemos demais a todos os funcionários do CPN, que nos assistiram tão bem, antes, durante e após o parto. Fico emocionada de lembrar que existe um lugar tão humano e tão perto da gente, que pôde nos proporcionar este momento tão incrível das nossas vidas. Muito obrigada a todos.

mari2