Um mês sendo mãe. O que descobri


– Não senti uma conexão imediata com meu filho, pelo menos não do jeito que eu imaginava. Tenho um instinto forte de proteger, cuidar, alimentar, mas acho que a relação mãe-filho, como qualquer outra, é uma construção, ainda estamos alicerçando essa relação, de maneira bem intensa, diga-se de passagem;

– É mais fácil do que parece. Sou dessas que tem medo de chegar perto de recém nascido, mas com Gabriel é diferente, parece que instintivamente (também), sei como pegar, como trocar, como dar banho, tenho uma vontade incontrolável de ficar limpando ele (lembrei da minha cachorrinha lambendo os filhotes), perdi o nojo de MUITAS coisas! O mais legal é que com o pai ocorreu o mesmo, fico impressionada a cada dia com a naturalidade com que estamos lidando com ele, mesmo com várias pessoas praticamente dizendo “não pega assim que quebra”, rss;

– É mais difícil do que parece. Tem horas que penso que estou fazendo tudo errado, de tanto que ouço palpite e comparações. Como fazem os bebês dormirem no berço e a noite toda? Ou como conseguem levantar pra amamentar a noite toda? Como passam pelos dias em que eles estão carentes sem dar colo o tempo todo? Como não os “viciam” em colo e carinho? * Pra mim eles já nascem com uma necessidade de colo e carinho, não entendo como um bebê que estava todo aconchegado dentro da barriga pode ficar viciado em colo só depois que nasce (e recebe colo);

– A puérpera chora. Muito mais que a gestante. Ô, muuuito mais;

– Demora um tempo pra a gente organizar a casa (e a mente). Organizar-se pra ter ajuda, pelo menos nos primeiros dias é essencial. Com ajuda, é possível até fazer coisas alheias à maternidade (provas, por exemplo);

– Escolhi o melhor pai pro meu filho. Ter não a ajuda, mas a participação de Marido torna todo este processo muito mais leve;

– Amamentar é uma delícia. Sim, é bem difícil no início, os mamilos doem, às vezes machucam… Neste ponto, acho que valeram todas os vídeos que vi, todos textos que li, todas as conversas que tive e todos os cursos que fiz durante a gestação. Sabendo o que pode ocorrer e o que pode ser feito, a gente lida melhor com as dificuldades;

– Na minha opinião, quatro coisas são essenciais pra conseguir amamentar, três dicas que recebi e tenho que repassar e uma final minha mesmo:

  1. Aprendam a pega correta e corrijam SEMPRE a boquinha do bebê se estiver errada. Só a pega incorreta dói. Hoje quando amamento fazendo outra coisa, já sei quando Gabriel pegou errado só de sentir;
  2. Usem pomada de lanolina no mamilo após cada mamada. E tirem o excesso com um paninho mesmo, antes de mamar, pois escorrega e prejudica a pega. Essa pomada foi essencial. Comecei a usar no primeiro dia, quando senti que meus mamilos tavam machucando, antes que rachassem, usei e eles nunca chegaram a machucar mais sério. Só usei por uns 10 dias ou menos, depois disso os mamilos já estavam calejados e não machucavam mais;
  3. Nos primeiros 10 dias, cubra os seios o mínimo possível. Leve esta a sério. Fique sem blusa e sem sutiã sempre que puder, se possível tome sol (mas eu nem tomei). Cobrir os seios machuca e não deixa as fissuras cicatrizarem, além de acabar tirando qualquer pomada que você coloca pra cicatrizar. Eu ficava nua da cintura pra cima o tempo todo, só me vestia quando tinha visita;
  4. Informe-se. Informe seu companheiro e quaisquer outras pessoas que estarão contigo no dia a dia, principalmente no início. Informe-se até ter absoluta certeza que: seu leite não é fraco, seu leite é suficiente pro seu filho, seu seio é tudo o que ele precisa sugar. Situações adversas na amamentação acontecem, mas antes de desistir ou complementar, procure ajuda especializada, vá num banco de leite, consulte o GVA no Facebook, veja vídeos na internet, leia livros, enfim. Somos de uma geração que cresceu tomando fórmula, geralmente não temos exemplos próximos de mães que amamentam, ao contrário disso, temos conselhos que nos mandam dar fórmula a cada dificuldade (ou “pra dormir melhor”);

– É preciso muita paciência e desprendimento. Tem dias tranquilos e outros em que seu bebê lhe exige 100% de dedicação. Dedique-se, ele é só uma criança que não sabe o que esperar do mundo, é você quem vai mostrar, com amor, que há razões para acreditar.

As dificuldades e os medos são muitos, mas o aprendizado também, esta é a melhor parte!

Cada fase traz muitas surpresas e desafios, vamos aos próximos!

mari2

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Um comentário sobre “Um mês sendo mãe. O que descobri

  1. Pingback: Sobre dormir no próprio quarto, cama compartilhada e os (quase) 4 meses de Gabriel | marisanta • Um blog de mulherzinha!

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