Finalmente falando da minha gravidez…

Este post está em rascunho há tempos. Não só este, mas um dia os outros saem também, mas, evidentemente, tem muita coisa acontecendo, mas enfim… Reuni neste post uma historinha baseada nas perguntas que mais tenho recebido durante a gravidez, então acho legal deixar tudo registrado mesmo, depois eu releio e fico lembrando e é super gostoso.

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Descobri que estava grávida no dia 31/04/2015. Não foi planejado.

Tenho ovários policísticos e havia parado de tomar pílula em agosto/2014, pois queria trocar o medicamento. Fui então numa ginecologista nova e, depois de uma anamnese super completa, ela levantou a hipótese de que eu tivesse ovários policísticos, por conta de meu histórico de menstruações desregulada e fortes cólicas. Ela então sugeriu que eu fizesse alguns exames, após o que faríamos a escolha do melhor medicamento para o meu caso.

Exames realizados, diagnóstico fechado, anticoncepcional prescrito. Na última consulta, em 20/03, informei que minha última menstruação havia sido em 25/01/2015, mas ciclos de 2, 3 meses são comuns pra mim e, como não estava sentindo absolutamente nenhum sintoma que acusasse uma possível gravidez, ela simplesmente receitou o medicamento e disse pra eu começar a tomar imediatamente. Passei uma semana corrida e, no domingo, fiz uma prova de concurso do TJ/BA. No sábado, havíamos comemorado o aniversário do marido, então eu havia bebido, fui dormir super tarde e acordei super cedo pra fazer a prova. No total, dormi cerca de 5 horas nesta noite e, ao chegar no local de provas, achei a sala extremamente abafada, foi um dia nublado e de bastante calor e umidade, somado a isto o fato de eu estar com uma ressaquinha e saindo de uma gripe, passei super mal durante a prova. Senti náuseas e um enjoozinho. Nada muito diferente de uma ressaca piorada pelas condições que relatei, mas fiquei com uma pulga atrás da orelha… No dia seguinte, passei na farmácia para finalmente comprar minha pílula e, por via das dúvidas, comprei também um teste de gravidez. Quem tem ciclos muito longos sabe que fazer um teste de vez em quando é super normal, então fiz o teste na terça-feira bem tranquila mesmo…

Acontece que este teste deu positivo. Não sei descrever a sensação de ver aquela segunda linha rosinha pela primeira vez. Foi desesperador. Foi como perder o chão. Foi estranho. Como sempre, nestas situações, fui buscar apoio do marido. Foi sem glamour que dei a notícia. Chamei-o, que estava se arrumando pra trabalhar, que veio rapidamente ver o que estava acontecendo. Eu estava sentada no vaso ainda, chorando, não consegui dizer nada, só mostrei o teste. Ele, muito feliz, tentou me acalmar, tentou falar com toda a sensatez e calma que lhe é peculiar, até que me acalmei. Fui dali pra um laboratório fazer um beta.

Neste dia, saí com alguns colegas de faculdade pra comemorar sei lá o que. Estava presente, mas com cabeça no resultado do exame. Pedi pro marido checar várias vezes na internet se o resultado saía, mas nada. Quando cheguei em casa, fui direto ao computador e já estava o resultado. Positivo. A sensação que eu tive foi indescritível. Nunca havia estado numa situação em que eu realmente não conseguia pensar em como reagir. Não consegui ficar triste, nem alegre, nem preocupada, nem empolgada, nem nada. Nada…

A partir daí, resolvemos contar primeiro aos nossos pais, pessoalmente, antes de qualquer pessoa. Estarmos na Semana Santa ajudou e no fim de semana já tínhamos conseguido contar pra todo mundo da família. Consegui marcar um GO pra a terça-feira seguinte. Cheguei lá falando logo: “olha, Dr, parece que eu tô grávida”. Ele achou graça e fez a anamnese de praxe. Quando fiz a ultrassom, já ouvimos o coraçãozinho batendo, foi emocionante. Já havia sinais de bracinhos e perninhas e ele mexia todos ao mesmo tempo e bem rápido, parecia um peixinho, tão pequenininho… O médico carinhosamente falou “este é o filho de vocês, podem espalhar a notícia” e a primeira ficha (ou pedaço de ficha) caiu. Nós teríamos um filho. Ele já estava com 10 semanas e 2 dias de acordo com a DUM (Data da Última Menstruação) ou com 9 semanas e 4 dias de acordo com a ultrassom.

Começamos então a dar a notícia pra as pessoas mais próximas, combinamos de espalhar nas redes sociais e afins somente quando fechasse o 1º trimestre. Assim o fizemos. Não que as pessoas não soubessem, pois os avós de primeira viagem ansiosos já tinham espalhado a notícia por meio mundo e as notícias correm. Ah, como correm…

A partir daí, foi uma loucura atrás da outra na minha cabeça: medo de engordar muito, rejeição à minha imagem refletida no espelho, receio de como uma criança passaria a fazer parte da minha vida, como ficaria a casa, como ficaria a rotina, como ficaria o casamento… Dentre tudo, nada me afligia mais do que o parto, mas esta é outra história, conto depois. Inicialmente, não conseguia curtir muito este momento, não me empolguei como vejo muitas mamães se empolgarem pra fazer o enxoval, arrumar o quartinho, comprar as roupinhas… Na minha cabeça, só vinham preocupações. Com tudo. Já fazia terapia desde antes, mas neste momento, sei que foi essencial este apoio pra passar por esta fase.

É muito difícil descobrir-se grávida. Mesmo com a relativa estabilidade que temos. Não sei como as gravidezes planejadas acontecem, se chegam de forma mais tranquila, mas assim, sem planejar, é muito, muito difícil. Aos poucos a gente vai se acostumando com a ideia, mas até hoje, às vezes olho pra baixo e me assusto com minha barriga. Às vezes me pego imaginando as coisas de que terei que abrir mão, das mudanças que ocorrerão nas nossas vidas, mas estes pensamentos são menos frequentes ou menos desesperadores. Muitas vezes sonho com tragédias, com um futuro não tão próspero, tenho pesadelos… Grávida sonha muito, viu? Mas percebo que tenho encarado tudo de uma forma muito mais tranquila, mas nunca com a calma do marido, porque a resposta dele a todo e qualquer questionamento é “vai dar tudo certo”.

Talvez eu escreva mais sobre isto, talvez não. O acompanhamento da gestação eu tenho compartilhado num novo Instagram, @mãeemsalvador, mas queria compartilhar de forma mais estruturada as decisões que tenho tomado, dar as dicas que tenho descoberto, mostrar os avanços que temos feito… Este é o meu espaço e acho que, como sempre, será retrato da minha vida…

Grande beijo!

mari2

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