Sobre casar. Ou não.

Esta semana foi interessante no assunto casamento. Duas grandes amigas passaram por situações inusitadas em relação a isto e estive pensando numa forma de escrever pra as duas, mas resolvi escrever mesmo é pro mundo sobre isso.

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Penso, no alto dos meus quase 3 anos de casada, que o casamento, na verdade, é superestimado. Não, não estou dizendo que ele não é importante ou que não é agradável, feliz, ou coisa do tipo. Só penso que não é o casamento que nos traz a felicidade. Boa parte das pessoas sabe disso, mas este saber é tão racional que nem se tocam que passam a vida inteira trabalhando pra atingir este objetivo. Os solteiros fazem de tudo pra encontrar o amor. Os namorados fazem de tudo para elevar o relacionamento a um outro nível e, quando caem da escada, fazem de tudo pra recuperar o que perderam. Mas será mesmo que perderam alguma coisa?

Dos casais que conheci, eu diria que uma coisa é essencial pra fazer o casamento dar certo: não precisar dele. Já repararam que aquele casal que passa anos namorando e, por uma convenção social ou vontade de um dos dois, casa, acaba se separando em pouco tempo? Já repararam também que estas pessoas, não raro, encontram sua cara metade justamente quando aquele relacionamento termina? Depois de tantos casos, percebi que as pessoas mais felizes no casamento são aquelas que já eram bastante felizes antes dele, pessoas que, ironicamente, não precisariam alcançar este objetivo para alcançar a felicidade.

Acredito que o casamento é uma vontade que surge de maneira inexplicável entre o casal e precisa surgir ao mesmo tempo, senão não vale! Não vale, porque o que não sentir logo de cara vai se sentir pressionado e confundir vontade com desejo de agradar e porque, ao mesmo tempo, o que sentiu primeiro, vai se sentir menosprezado, achar que o outro não valoriza seus sentimentos. Não vale, tem que vir ao mesmo tempo, melhor ainda se for uma vontade incontrolável, de fazer tudo ao mesmo tempo agora. Mas a vontade planejada é boa também, desde que o casal partilhe deste modo de ser sensato e cuidadoso. Sim, outra coisa importante é que o casal partilhe dos mesmos valores e tenha modos de ser compatíveis. Não, os opostos não se atraem, passada a paixão, os opostos só farão brigar o tempo todo, serão um casal chato e sem amigos.

Não acho que valha a pena lutar uma batalha perdida e, desculpem-me os conciliadores de plantão, penso que ninguém deve sofrer por uma pessoa por mais de uma hora, quiçá um dia, a menos que esta pessoa seja tragada pelo acaso numa situação irremediável (a distância ou a morte, por exemplo). No mais, o respeito deve ser lei imperiosa numa relação, sobretudo na relação com nós mesmos!

Se tenho um conselho? Sim, tenho: ria muito. Ria de você, ria de seu marido/”marida”, ria de vocês, ria das bobagens e das brigas. Espere o dia passar e ria mais uma vez antes de reiniciar qualquer discussão. Você vai ver que nada é tão grande que possa acabar com nosso bom humor e ninguém é tão forte pra atrapalhar a nossa felicidade. Sempre pensava que o casamento era uma fase séria, mas descobri que é a fase mais boba e desimportante do mundo! E se você não tem marido/”marida”, ria ainda mais, ria de si mesma cada vez que pensar que já brigou consigo mesma pensando nessa bobagem de casamento!

Muita felicidade, queridas amigas!

mari2

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4 comentários sobre “Sobre casar. Ou não.

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